Normalmente, quando alguém vai solicitar bolsas de estudo no exterior, precisa enviar junto um curriculum vitae (CV). No entanto, como veremos hoje, esse currículo não é exatamente igual àquele que você envia quando busca uma vaga de emprego.

Por isso, vou falar em mais detalhes o que você deve fazer e o que evitar na hora de construir seu CV. Dessa forma, vai ter mais chances de conseguir uma das bolsas de estudo no exterior às quais estiver aplicando.

Diferenças do CV profissional para o das bolsas de estudo

Existem algumas diferenças básicas na construção de um currículo voltado para a busca de uma vaga de trabalho e um que vai ser objeto de aplicação a bolsas de estudo no exterior. Observe seu currículo e o que você deve alterar nele.

  1. Priorize as informações científicas

Por certo, se você está aplicando a bolsas de estudo no exterior, então o que mais conta é o papel científico de sua formação. Isto significa que você deverá dar mais destaque a este setor do seu CV, ele deverá ser o foco.

  1. Descrição das experiências

Da mesma forma, você deve dar um foco diferente na hora de relatar suas experiências. Destaque aquelas com maior teor acadêmico. No entanto, na dúvida, insira tudo o que puder. Vou falar sobre isso mais à frente.

  1. O CV acadêmico pode ter mais páginas

Via de regra, dependendo da vaga que você estiver pleiteando, o CV profissional não pode conter muitas páginas.

No CV acadêmico, você pode discorrer um pouco mais sobre o que já fez. Dá para ser mais detalhado e avançar um pouco no número de páginas, mas sem exagerar. Se tiver mais de três, tente resumir.

Saiba as características mais valorizadas

Quando você estiver construindo seu CV visando bolsas de estudo no exterior, saiba que algumas características rendem pontos extras. E se você expressar essas características, já vai ganhar uma certa vantagem.

As características que mais ajudam são essas, seja no CV, na carta de motivação ou até na entrevista, se houver:

  • Liderança
  • Saber trabalhar em grupo
  • Bom networking
  • Interesses pessoais e profissionais ligados à área de pesquisa
  • Gostar de estudar
  • Envolvimento com pesquisa

Tente salientar esses aspectos em vários trechos do seu currículo. Não force nada em algum momento, apenas deixe ali a ideia, caso surja a oportunidade na descrição de algo que você já fez.

Da mesma maneira, o que é valorizado num CV para bolsas de estudo no exterior é diferente do que é valorizado para trabalhos profissionais. Isto significa, também, que você deverá dar peso maior a algumas situações:

  • Relate quais voluntariados já fez
  • Liste todas as conferências e palestras das quais já participou (principalmente como palestrante), ou pelo menos as mais importantes
  • Descreva quais cursos já fez ou ministrou e quais são as suas habilidades
  • Fale sobre grupos de pesquisa ou grupos de extensão universitária dos quais já fez parte

Sobre todos esses pontos, o ideal é que você faça, pelo menos, uma breve descrição de cada um. Principalmente em relação aos grupos de estudo, de extensão, voluntariado ou cursos.

Apresente qual era o objetivo de cada um e qual foi o seu papel neles. Se você ministrou o curso ou se foi como inscrito, por exemplo. Por certo, coloque tudo com as devidas datas, para facilitar o entendimento de quem ler o seu CV.

Adapte seu CV a cada circunstância

Outra regra simples, mas que faz toda a diferença, é adaptar o seu currículo a cada circunstância. Você simplesmente não pode ter um só CV como padrão e enviar para todos as instituições onde almeja ganhar uma bolsa de estudos.

O motivo disso é que cada bolsa é única e visa qualidades diferentes. Elas divergem entre si e, o que um edital valoriza como principal pode não ser o mesmo que o outro valoriza. Percebe como isso pode lhe trazer problemas?

É muito mais sábio você fazer uma análise detalhada de cada edital para identificar, de fato, o que ele pede. E em seguida alterar o seu CV, destacando as características principais que você observou que vão fazer a diferença.

As bolsas de estudo no exterior são muito disputadas, e por pessoas bastante qualificadas. Isto significa que qualquer ponto à frente dos demais que você conseguir pode ser o diferencial entre a aprovação e o fracasso.

Se você conhece alguém que já aplicou para algum lugar e conseguiu bolsas de estudo no exterior, observe o currículo desta pessoa. Peça uma cópia, se possível, junto com o edital do processo seletivo, para avaliar como esta pessoa conseguiu destacar suas qualidades.

Isto não é nenhum bicho de sete cabeças e, inclusive, você vai acabar pegando a prática. Se estiver inseguro, tente fazer agora mesmo com qualquer bolsa. Termine o seu CV e depois faça modificações e ajustes para outra bolsa qualquer. Treine e pegue o jeito.

Bolsa de Estudos no Exterior

Revise e peça auxílio

Infelizmente, há erros muito comuns em CVs que aplicam para bolsas de estudo no exterior. Às vezes, o estudante fez tudo certinho como falei até aqui, de modo impecável, seguindo cada conselho à risca.

Mas aí, chega no final e envia o currículo sem sequer dar uma olhada em como ficou. O resultado é que acaba sendo rejeitado não pelo conteúdo que lá está, mas sim pela forma de apresentação, repleta de erros.

  • Revise várias vezes o seu CV, principalmente se for em outra língua
  • Releia e pense se o sentido daquilo que você escreveu está sendo representado da melhor forma
  • Dê seu currículo para amigos e familiares lerem, e peça a opinião deles, sobretudo se forem da área específica
  • Se tiver afinidade com algum professor, peça a opinião dele

Em síntese, bolsas de estudo no exterior requerem um bom currículo para garantir a sua aprovação. No CV, você irá demonstrar tudo que já fez e quais são as suas características que o tornam a pessoa ideal para a bolsa.

Portanto, capriche na elaboração e adaptação do seu Curriculum.

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